'Médicos precisam ser orientados', diz pediatra
Na opinião dos profissionais de saúde de Maringá o remédio genérico ainda precisa de tempo para ganhar mercado. Os médicos precisam ser orientados para receitar mais genéricos, diz o pediatra Jorge Kemmel Chammas, representante local do Conselho Regional de Medicina (CRM). Ele diz que o conselho tem orientado os médicos a prescrever os medicamentos genéricos por causa das vantagens ao usuário. Chammas lembra que o objetivo da medicina é o ser humano e em um país carente um remédio mais barato, desde que eficaz, é uma necessidade da população.
Do outro lado, na opinião do representante do CRM, é preciso uma fiscalização eficaz para garantir a qualidade do produto. Menos de 10% das receitas trazem genéricos, diz o balconista de farmácia Jurandir de Matos. Ele acha que a procura é fraca por desinteresse do consumidor.
Cascavel As farmácias de Cascavel oferecem à população menos de 40 medicamentos genéricos. Os próprios médicos emitem poucas receitas de genéricos. Nas 77 farmácias da cidade, a informação é de que os próprios pacientes fazem hoje menos consultas a respeito da disponibilidade dos genéricos que no período em que seu uso começou a ser estimulado pelo Ministério da Saúde.
Algacir Portes, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Oeste do Paraná, que tem 522 estabelecimentos filiados, em 43 municípios, acha que o MS errou.
Portes observa que no País só quatro laboratórios fazem a análise de bioequivalência de medicamentos, e eles não vencem a demanda. Por isso, acrescenta, há grande demora para liberação para que a indústria farmacêutica os produza. Segundo o dirigente sindical, a consequência é as farmácias serem injustamente acusadas de não colocar os genéricos à disposição.
Algacir Portes relata que o que mais tem saído nas farmácias são produtos similares (de marcas distintas) e, entre eles, alguns antibióticos. Entre os genéricos, a ampicilina, e para tratamento de úlcera, a ranitidina. Participaram Marcos Zanatta, de Maringá, e Paulo Pegoraro, de Cascavel)





