Curitiba - ''A população tem que entender que os médicos não são culpados, mas sim as operadoras que não repõem esses valores'', disse José Fernando Macedo, presidente da Associação Médica do Paraná (AMP). De acordo com ele, a má remuneração do profisional implica em mau atendimento, uma vez que o médico é obrigado a realizar mais consultas.
A hipótese de mais médicos se descredenciarem no futuro não é descartada. Segundo Macedo, várias sociedades científicas estão se organizando com objetivo de pedir o descredencimento de seus profissionais. ''É um movimento em cadeia'', ressaltou. Em âmbito nacional, os médicos já decidiram fazer um dia nacional de alerta, em 7 de abril. Nesse dia, não haverá atendimento aos pacientes de planos de saúde.
Em nota, a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abrange) esclarece que não faz parte de suas atribuições discutir remuneração a prestadores de serviços (médicos, hospitais ou laboratórios). E consequentemente, não participa das decisões sobre remuneração desses serviços entre prestadores e operadoras de planos de saúde.
Segundo a associação, a remuneração é variável tanto sobre os valores acordados como também sobre outras particularidades do relacionamento entre operadoras de planos de saúde e seus prestadores de serviços.(Colaborou Carlos Eduardo Kiatkoski/Equipe da Folha)

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