Brasília, DF- Uma em cada dez crianças em todo mundo é obesa. Isso significa um universo de 155 milhões de meninos e meninas acima do peso. Esse índice é um sério indicador de que a obesidade infantil tomou proporções epidêmicas no mundo.
No Brasil, os dados da Organização Mundial de Saúde são preocupantes e colocam a obesidade infantil como um problema grave de saúde Pública. Nos últimos 20 anos a obesidade em crianças triplicou. Hoje quase 15% das crianças brasileiras têm excesso de peso e 5% são obesas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a obesidade infantil não está restrita à população com melhor poder aquisitivo, ela atinge também a de baixa renda. Os grandes vilões desse processo de ganho de peso infantil são o crescente consumo de fast-foods, sanduíches calóricos e refrigerantes. Além do acesso fácil nas cantinas escolares de salgadinhos industrializados, frituras e outros tipos de guloseimas.
Preocupados com esse quadro, as Sociedades Brasileira de Endocrinologia, de Pediatria e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade se uniram para frear essa tendência e lançaram ontem o projeto Escola Saudável, para mudar a atitude das crianças e desenvolver nelas hábitos saudáveis de alimentação.
''Com esse projeto pretendemos mudar a atitude do cantineiro e educar os professores para que oriente as crianças. Educar as crianças através de jogos e teatros para ensinar de uma maneira criativa o que é uma alimentação saudável, para que elas possam rejeitar alimentos hipercalóricos que não nutrem e apenas as engordam'', enfatiza a Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Valéria Guimarães.
Representantes de 192 países reunidos na Assembléia Mundial de Saúde, em Genebra, na Suíça, aprovaram no último fim de semana o plano global para regular os hábitos alimentares mundiais. O plano prevê que as crianças sejam educadas em escolas para que dentro de vinte anos a obesidade seja controlada no mundo.

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