Médicos formados no exterior farão provas para atuar no Brasil
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Marcela Rocha Mendes<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - A forma de validação do diploma de médicos formados no exterior está em processo de mudança. Em setembro, uma portaria foi publicada pelo Ministério da Educação oficializando uma nova metodologia e lançando o primeiro edital de convocação para os exames que ainda não têm data para ocorrer. Antes avaliados só no papel, agora os candidatos precisarão provar na prática se poderão ou não atuar no Brasil.
No método atual, o graduado precisa buscar uma universidade pública onde tem o currículo escolar analisado pelos departamentos disciplinares. Segundo Ana Estela Haddad, do Ministério da Saúde e responsável pela proposta de revalidação, era um processo demorado e penoso para o candidato e para os professores. Só era avaliado o papel, sem medir a capacidade médica, afirma.
Na nova sistemática que passou por um projeto piloto uma matriz de correspondência curricular foi desenvolvida para a análise dos currículos. Mas, depois da comprovação documental, o candidato será avaliado em exames de caráter nacional, aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Serão duas etapas. A primeira é teórica e eliminatória, que será realizada em Brasília. A segunda é prática, para testar habilidades e competências, e será aplicada nas universidades, afirma Ana Haddad.
Vinte instituições de ensino superior públicas já aderiram ao novo processo, entre elas, a Universidade Federal do Paraná (UFPR).


