Médicos foram presos em flagrante no ano passado
O último caso de prisão em flagrante pela prática de aborto clandestino em Curitiba aconteceu em 17 de dezembro do ano passado. Acionada por denúncia anônima, a Delegacia de Homicídios prendeu dois médicos conceituados que faziam uma microcesariana para a retirada de um feto de quatro meses e meio. Desde então, a delegacia vem atuando apenas na investigação de casos de abandono de fetos, localizados por populares em diversos locais da cidade. A delegacia também está apurando a denúncia de que duas farmácias de Curitiba estariam vendendo ilegalmente um remédio abortivo.
Para a delegada Vanessa Alice, que foi quem recebeu a denúncia sobre a prática dos dois médicos presos em flagrante, o problema é que a delegacia só atua, nesses casos, quando recebe denúncias. Ela desconhece que o órgão tenha efetuado outro flagrante de aborto, mesmo antes da prisão de dezembro. Na ocasião, os médicos Diogo Martinez, de 69 anos, e Benedito Pires Cordeiro Filho, de 73, faziam um aborto em uma mulher de 20 anos no Hospital Caritas, em Quatro Barras, na Região Metropolitana. A atendente de enfermagem Soni Augusto do Nascimento também foi detida.
O delegado Fauze Salmen, da Delegacia de Homicídios, abriu inquérito contra os médicos e a atendente de enfermagem por prática de aborto, e o caso ainda aguarda decisão judicial. A pena varia de um a quatro anos de reclusão. Para a mulher que abortou, a pena prevista é de um a três anos de detenção. (M.G.)





