Médicos fazem prova para validar diploma
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domingo, 25 de agosto de 2013
Andréa Bertoldi<br> Reportagem Local 
Curitiba - Os 1.772 médicos inscritos no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) fizeram as provas ontem em dez capitais. No Paraná, os testes foram realizados em Curitiba e tiveram 124 candidatos. O exame é destinado aos médicos que obtiveram o diploma no exterior e querem trabalhar no Brasil. Os profissionais contratados pelo Mais Médicos, no entanto, não precisaram passar pelo exame.
Os candidatos fizeram uma prova objetiva com 110 questões e uma discursiva com cinco perguntas. Os aprovados na primeira fase ainda devem fazer a segunda etapa do exame, que avaliará as habilidades clínicas.
O Revalida foi criado em 2011 e é aplicado uma vez por ano. Entram na avaliação conteúdos e competências das cinco áreas de exercício profissional: cirurgia, medicina de família e comunidade, pediatria, ginecologia-obstetrícia e clínica médica. Além disso, o exame estabelece níveis de desempenho esperados para as habilidades específicas de cada área.
Antes do Revalida, cada instituição de ensino superior estabelecia os processos de análise da correspondência curricular, seguindo a legislação de revalidação de diplomas prevista no País.
O exame é conhecido pelo alto grau de dificuldade. No ano passado, o índice de aprovação variou de 6,41% entre os estudantes bolivianos a 27,27% para os venezuelanos. Os brasileiros com diploma obtido no exterior também são obrigados a fazer o Revalida pra trabalhar no País. No caso, o índice de aprovação no ano passado, 7,5%, foi inferior ao de 2011 (7,89%).
"A prova foi justa, mas muito longa com 110 questões objetivas", disse a candidata Gabriela Pezzini Volpato. Ela é brasileira, nasceu no Mato Grosso do Sul e fez a faculdade no Paraguai. Silas Negrão Serra Junior também fez a prova ontem. Achei a prova cansativa, mas com bom nível e perguntas bem elaboradas, disse. Ele contou que conseguiu terminar de responder as questões objetivas quase no final do prazo que era de cinco horas.
Serra Junior fez a faculdade em Roma (Itália), cidade na qual permaneceu durante sete anos. A Europa dá uma formação diferenciada, disse. As metas dele são trabalhar no Brasil e também se dedicar a pesquisas e publicações na área. Ele nasceu em Ribeirão do Pinhal, na região de Cornélio Procópio. Também defende que a revalidação aconteça para os profissionais do Mais Médicos.
A boliviana naturalizada brasileira, Chrystiane Maira Tolomei, que fez o curso na Bolívia e está formada há três anos, também fez os exames ontem. Gostei da prova, disse. No momento, ela está estudando no Brasil.
Este ano seria aplicado também um pré-teste para estudantes brasileiros do sexto ano de medicina, com objetivo de avaliar se o Revalida está dentro das diretrizes curriculares do País. A baixa adesão, no entanto, fez com que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova, adiasse o pré-teste. Apenas 505 dos 2.353 formandos inscritos no pré-teste confirmaram a participação no estudo. Ainda não há uma nova data marcada. (Com agências)


