Campo Grande - Uma equipe de 12 médicos ligados à Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica se reuniu ontem em Campo Grande (MS) para a quinta etapa de cirurgias de correção em 138 pacientes supostamente mutiladas pelo médico Alberto Rondon. Desde 1999, já foram operadas 96 mulheres. Dessa vez, mais 13 passarão por cirurgia.
A Secretaria Estadual da Sa© úde, responsável pelo cadastramento das vítimas e fornecimento das próteses, estima que será necessária mais uma data, ainda não marcada, para encerrar as operações. Depois, todas as mulheres passarão por uma reavaliação.
A expectativa era que esse fosse o último mutirão - estavam previstas 42 cirurgias. No entanto nove pacientes não foram localizadas e outras 16 foram reprovadas no exame pré-operatório realizado ontem de manhã, a maioria por obesidade.
Até o final da tarde de ontem, oito mulheres haviam sido operadas. O trabalho dos médicos deve ser concluído hoje, quando se comemora o Dia Nacional do Cirurgião Plástico.
Além do governo estadual, o Ministério da Saúde também contribui com o mutirão pagando o transporte e a hospedagem dos cirurgiões plásticos, que são de cinco Estados do País (SP, RJ, MG, RS e MS).
Em maio deste ano, o Conselho Federal de Medicina cassou o registro profissional de Rondon, que responde a processo por lesão corporal grave. Ele chegou a ser preso no final de abril, mas agora responde ao processo em liberdade. A reportagem tentou localizá-lo, mas ele não foi encontrado.

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