Médicos fazem campanha por reajuste
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Maigue Gueths<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - Depois da movimentação de médicos pediatras, geriatras e obstetras, que ameaçam parar de atender pacientes de convênios e planos de saúde, caso as operadoras de saúde não reajustem os valores pagos pelos procedimentos, agora é a vez dos médicos angiologistas e cirurgiões vasculares A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) lançou ontem, em Curitiba, a Campanha Nacional de Defesa Profissional
O objetivo é cobrar dos planos de saúde suplementar (convênios, cooperativas, seguro saúde e planos de saúde privados) a implantação em todo País da 5 edição da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que estabelece parâmetros mínimos de remuneração médica recomendados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB)
Os médicos estabeleceram o prazo de 60 dias, a contar do dia 1º de dezembro, para receberem uma resposta das instituições, caso contrário eles ameaçam se descredenciar dos planos Existem no Brasil cerca de 3,5 mil cirurgiões vasculares e angiologistas No Paraná, são cerca de 200
O presidente da Sociedade Brasileira, Guilherme Pitta, explica que a defasagem dos honorários médicos chega a 156% ''Os planos reajustam seus valores, mas não repassam aos médicos'', reclama Segundo o presidente da Associação Médica do Paraná (AMP), José Fernando Macedo, a maioria dos planos pratica, atualmente, os valores da tabela de honorários de 1992 Com isso, os valores pagos por uma consulta, por exemplo, oscila entre R$ 25 e R$ 40, quando o mínimo previsto pela CBHPM é de R$ 56,00
De acordo com Pitta, os médicos já decidiram parar de realizar a escleroterapia estética (tratamento secativo de varizes) com cobertura das operadoras de saúde, sob o argumento de que a lei dos planos de saúde exclui a cobertura de procedimentos estéticos Segundo Macedo, um profissional recebe R$ 240 pelo procedimento feito em enfermaria, ou R$ 175 descontado o Imposto de Renda Pela CBHPM, o honorário passaria para R$ 750
A reportagem entrou em contato com a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) que afirmou, por meio de nota oficial, que não se pronuncia sobre o assunto uma vez que há muita diferença de valores pagos pelos planos


