Nova York, 11 (AE-REUTERS) - Pesquisadores do Hospital Universitário de Zurique, na Suíça, que realizaram uma pesquisa com portadores de HIV alertam, após constatar a eficácia de uma combinação de drogas antiaids, que os médicos devem trocar a mistura de medicamentos para manter o vírus sob controle.
O estudo, liderado pelo médico Bruno Ledergerber, mostra que a associação de no mínimo três drogas pode manter os pacientes vivos por mais tempo. Isso, ressaltam, ocorre somente se os médicos tiverem um controle rigoroso da carga viral de seus pacientes e se substituírem as drogas caso a replicação viral não seja controlada.
Analisando o histórico médico de 2.674 suíços com HIV, os pesquisadores descobriram que 91% dos pacientes que nunca tinham recebido nenhuma outra medicação além da combinação tripla tiveram sua carga viral reduzida a um nível não detectável após um ano. Além disso, menos de 10% desses pacientes desenvolveram a aids nos 18 meses seguintes.
Em artigo publicado na revista The Lancet os pesquisadores suíços afirmam ter conseguido a menor taxa de mortalidade já registrada em um grande grupo como esse. Segundo informam, a highly active anti-retroviral therapy (HAART), que inclui no mínimo um inibidor de protease, interrompeu o progresso do vírus e reduziu as doenças oportunistas que atacam o organismo pela fraqueza do sistema imunológico.
"Nosso estudo mostra que é melhor iniciar o tratamento com uma potente combinação de no mínimo três drogas do que usar substâncias diferentes uma após a outra", declarou Ledergerber. Em dois terços dos pacientes eles mudaram as três drogas iniciais por causa dos efeitos colaterais ou porque a replicação viral não tinha parado.

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