O Conselho Federal de Medicina (CFM) está pressionando o governo a tomar providências diante de denúncias de que médicos cubanos estariam exercendo a profissão de forma irregular no Brasil. Segundo a vice-presidente da entidade, Regina Parizi, prefeituras estariam firmando convênios para trazer médicos com o cargo de assessores, mas, na prática, os profissionais estariam prestando atendimento à população.
A assessoria de imprensa do Itamarati informou conhecer as denúncias e disse que o problema está sendo estudado pelo governo brasileiro. Segundo a assessoria, analisa-se a possibilidade de um acordo bilateral de reciprocidade Brasil-Cuba ou do Brasil com outros países de fronteira, como Colômbia, Argentina para facilitar o intercâmbio entre os países.
Regina não soube dizer o número de cubanos que estariam praticando a medicina por meio de convênios para assessoria. O alvo costumava ser o Maranhão, mas já estariam ocorrendo casos também em Roraima. ‘‘Se o médico veio para prestar assessoria, ele só deve exercer essa função’’, disse ela. ‘‘Se for praticar a medicina, será preciso adequar-se à legislação e às regras do conselho’’.

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