Representantes de entidades médicas defenderam esta semana, em audiência pública promovida pela Comissão de Seguridade Social e Família, a inclusão do procedimento PET/CT em Oncologia na Tabela Unificada do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os exames PET (tomografia por emissão de pósitrons) e CT (tomografia computadorizada) são ferramentas padrões de imagens utilizadas para identificar estados de doenças no corpo. A grande vantagem dessa modalidade de diagnóstico é a capacidade de demonstrar, de maneira eficaz, a presença ou não de câncer, evitando processos invasivos desnecessários.

Para o presidente da Sociedade de Oncologia Clínica do Distrito Federal, João Nunes de Matos Neto, quanto mais pacientes realizarem os exames, mais barato o procedimento se tornará. Atualmente, na rede privada, os diagnósticos podem custar até R$ 3,2 mil, informou o presidente da Sociedade Brasileira de Biologia, Medicina Nuclear e Imagem Molecular, Celso Dario Ramos.

Ele ressaltou que os médicos brasileiros estão preparados para utilizar o PET/CT contra o câncer. Existem, hoje, no Brasil, conforme Ramos, 52 equipamentos capazes de realizar o PET/CT.

Planos de saúde
Autor do requerimento para realização do debate, o deputado Eleuses Paiva (DEM-SP) lembrou que planos de saúde já autorizam o procedimento em casos de câncer de pulmão e linfomas. Em breve, segundo ele, haverá também a indicação do PET/CT contra o câncer do intestino grosso.

De acordo com o parlamentar, 15% da população com acesso a planos de saúde terão um "atendimento diferenciado" contra essas doenças, graças ao novo procedimento.

A diretora da Comissão de Incorporação de Tecnologia do Ministério da Saúde, Clarice Petramale, apontou como obstáculos para a expansão dos exames em todo o SUS os custos com assistência técnica e manutenção dos equipamentos e a capacitação de recursos humanos.

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