A Associação Médica de Londrina (AML) irá formar uma comissão, junto com as associações e conselhos estaduais e federais de medicina, para definir os prazos que serão dados às empresas de convênio de saúde para se adequarem à Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). A discussão deve ser retomada na semana que vem.
Prevista para ser implantada a partir de junho, a CBHPM implica reajustes na tabela nacional de preços de consultas e procedimentos médicos. O presidente da AML, Aparecido José Andrade, afirmou que, na última década, os valores cobrados pelos médicos não tiveram reajuste superior a 1%, enquanto os convênios aumentaram seus preços em 250%. Com a nova classificação, Andrade disse que o maior reajuste de preços cobrados pelos profissionais será de ''apenas'' 90%.
Segundo o presidente, as empresas de convênio que não se adequarem no prazo estipulado pela comissão terão que ressarcir os clientes posteriormente. ''Se não houver cumprimento das novas regras, vamos passar a cobrar as consultas dos pacientes, que irão depois pedir ressarcimento dos valores aos convênios, mesmo que seja via Procon'', ameaçou. A decisão sobre uma possível paralisação no atendimento aos planos de saúde que não cumprem a CBHPM ficou para a próxima semana.

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