Médicos de Osasco em greve avaliam movimento na segunda
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sexta-feira, 29 de janeiro de 1999
Por Juliana Junqueira 
São Paulo, 29 (AE) - O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) realiza, segunda-feira, assembléia com os cerca de 300 médicos de quatro hospitais de Osasco, na Grande São Paulo, em greve desde o começo da semana por falta de pagamento, para avaliar o movimento. "Esperamos que a secretaria nos apresente uma nova proposta", diz Erivalder Guimarães de Oliveira, presidente da entidade. Segundo ele, a secretaria não deposita há dois anos o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), não paga o prêmio pelo aniversário de contratação e os direitos legais após rescisão de contrato e não entrega a cesta básica. O Simesp ingressou com o pedido de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e um mandado de segurança exigindo o pagamento dos salários em dia.
A Secretaria Municipal da Saúde, por meio da Assessoria de Imprensa, informou que já fez uma proposta de pagamentos ao Simesp, que não a aceitou. A comissão nomeada no município para tratar da questão propôs que o salário de dezembro seja pago no dia 9; o de janeiro, até o dia 28. E o de fevereiro, até 31 de março, para que depois se normalize a situação. "Essa não é uma garantia de pagamento", explica Oliveira. Greve - Essa é a segunda paralisação do ano. Os profissionais ficaram em greve de 4 a 11 de janeiro em protesto contra o não- pagamento do salário de novembro. Juntos, eles são responsáveis por 70% do atendimento do município.
A paralisação atinge o Hospital Antônio Giglio, a Maternidade Amador Aguiar e os prontos-socorros Santo Antônio e Rochdalle. Estão mantidos os atendimentos de urgência e emergência. "Os pacientes com casos menos graves estão sendo orientados para procurar o Hospital-Geral de Osasco ou as unidades de São Paulo", diz Oliveira.


