A Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) deve ser implantada em Londrina a partir de junho, o que significa um reajuste nos preços de tabela das consultas e procedimentos médicos. A medida será um dos temas da reunião promovida pela Associação Médica de Londrina (AML), com a presença de representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Médica Brasileira (AMB). A categoria também vai discutir a adesão ao movimento nacional de paralisação ao atendimento de planos de saúde que não respeitam a nova CBHPM.
A implantação dessa classificação vem sendo discutida em todo o país e enfrenta resistência de algumas empresas de convênio. No final de abril, por exemplo, as entidades que representam os profissionais e que lideram o movimento pela implantação da CBHPM orientaram os médicos paranaenses a cobrar R$ 50 pela consulta de usuários de seguros-saúde, deixando a cargo dos pacientes pedir o reembolso das despesas junto às seguradoras.
Em Londrina, segundo o presidente da AML, o neuropediatra Aparecido José Andrade, a implantação do CBHPM deve ser tranquila. Isso porque, segundo ele, de 70% a 75% dos 1,5 mil médicos da cidade atendem através da Unimed, que já paga pelos procedimentos médicos valores parecidos aos reivindicados na CBHPM. Apesar disso, a cidade tem, segundo Andrade, mais de 40 empresas ligadas ao setor da saúde, entre cooperativas, caixas de assistência, seguradores e ''convênios menores''. Nestes casos, Andrade acredita que pode acontecer o mesmo que já vem acontecendo, dos usuários ficarem dependendo do reembolso de despesas.
O pediatra Alexandre Fragoso da Costa, vice-presidente da Associação Médica do Paraná (AMP), explicou que uma das preocupações da categoria é não sobrecarregar o bolso do usuário. ''Nossa política é que não saia do bolso do paciente honorários melhores aos médicos'', afirmou. Segundo ele, a última tabela de procedimentos médicos é de 1996, adotada só pelas cooperativas médicas. Por isso, explicou, haveria tanta diferença entre os valores pagos por uma consulta, variando de R$ 16,00 a R$ 45,00. ''A última tabela usada é de 1992, ou seja, estamos há 12 anos sem correção dos valores'', ressaltou.

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