Curitiba - Médicos que atendem na rede pública vão realizar uma manifestação hoje na Boca Maldita, no Centro de Curitiba. Os profissionais querem chamar a atenção das autoridades e da população para os problemas que afetam o setor e que, segundo as entidades da classe, comprometem a qualidade do atendimento, como a baixa remuneração e as más condições de trabalho.
No Paraná, segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), o protesto vai ocorrer somente na Capital, com um ato e distribuição de cartilhas explicativas. A entidade informou que optou por uma manifestação educativa em vez de suspender o atendimento por 24 horas, como vai ocorrer em outros Estados.
De acordo com o presidente do CRM-PR, Carlos Roberto Goytacaz Rocha, ''a categoria quer chamar a atenção da sociedade e reafirmar a posição de luta por melhores condições na assistência à saúde da população''. ''Faltam investimentos e recursos para melhorar e dar agilidade ao atendimento. Isso é necessário para levar o médico para o interior do Paraná e para pequenas cidades de todo o País. O governo tem que se sensibilizar. Não adianta aumentar o número de médicos, mas sim melhorar o investimento. Vemos salários de até R$ 20 mil para médicos no interior, mas não há condições de trabalho. Não dá para fingir que está atendendo, sem leitos e sem pessoal para trabalhar'', salientou.
Mobilização nacional
O movimento é composto por representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam). Já estão confirmadas a suspensão do atendimento em 19 Estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pará, Rio Grande do Sul e Sergipe. No Paraná, em outros três Estados (Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo) e no Distrito Federal, estão previstas manifestações públicas.
Nos Estados em que se optou pela paralisação, serão suspensos os atendimentos eletivos (consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos). No entanto ficará assegurado o trabalho nas unidades de urgência e emergência.

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