Para o médico hematologista Paulo Cesar Aranda, a resolução da ANS irá contemplar, além dos usuários de planos de saúde, também os médicos. "As inclusões vão de encontro a vários procedimentos diagnósticos e terapêuticos compatíveis com o status atual da medicina, que reuniu um grande avanço em várias especialidades nos últimos anos. Avanço nem sempre acompanhado pelas operadoras e devido às ‘barreiras’ imposta pelos auditores de planos de saúde", comenta. O resultado das mudanças, de acordo com ele, vai estimular o médico a ter uma "história clínica e um exame físico" mais consistentes do paciente depois de esgotados os recursos clássicos.
Outro fator comemorado, conforme Aranda, é que quando bem indicados pelo médico assistente, não mais será preciso recorrer às ações judiciais para obter o melhor diagnóstico e tratamento para o paciente, para um grande número de patologias. "Podemos considerar um grande avanço a oferta de métodos diagnósticos muito sensíveis e não invasivos, como por exemplo a angiotomografia e o Pet Scan. O diagnóstico de algumas doenças genéticas agora também será facilitado. Drogas de administração oral para algumas neoplasias significarão conforto e possibilidade de sobrevida digna a muitos pacientes. O tratamento imunobiológico da artrite reumatoide e da psoríase conferem acentuada melhora na qualidade de vida e na autoestima desses pacientes." (M.T.)

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