Curitiba - Médicos de todo o Estado devem se reunir na próxima terça-feira em Curitiba, às 19 horas, na Associação Médica do Paraná (AMP), numa assembleia geral extraordinária para discutir o calendário de ações como forma de enfrentamento ao governo federal. Entre os pontos que serão abordados estão a possibilidade de greve da categoria e novas manifestações contra o Programa Mais Médicos e os vetos parciais à "Lei do Ato Médico".
A presidente Dilma Rousseff sancionou ontem esta lei, mas vetou os principais trechos da proposta, entre eles o trecho que estabelece como atividades privativas do médico a formulação do diagnóstico de doenças e a prescrição terapêutica.
"É uma incongruência total. Primeiro a presidente anuncia que o País precisa de mais médicos, para depois, com os vetos sancionados, tirar a exclusividade dos profissionais em diagnosticar doenças e iniciar tratamentos. É absurdo. O Ato Médico demorou 12 anos para ser discutido, passou pela Câmara e pelo Senado sem vetos e agora, com esta decisão, ela praticamente desautorizou o Congresso Nacional", ressaltou Alexandre Bley, presidente do Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR).
As regionais e subsedes da AMP, CRM-PR e Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) no interior do Estado vão acompanhar a assembleia pelo site www.amp.org.br. "Já observamos que as manifestações não surtiram efeito e o caminho aponta para uma paralisação geral. Isso será debatido na próxima terça-feira. A população não pode ser prejudicada pela forma ditatorial que o governo tem atuado na questão", completou.

mockup