Médicos avaliam como retirar agulha do corpo de menino de 1 ano; seu estado é grave
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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2000
Por Félix Alberto Lima, especial para a AE 
São Luís, 10 (AE) - Ainda é grave o estado do garoto Leandro Alves Viana, de um ano, internado esta semana no Hospital Materno-Infantil, em São Luís, com uma agulha no corpo. Hoje, uma equipe médica fez a avaliação do quadro. Amanhã, a equipe deve definir os procedimentos que serão adotados para a retirada da agulha. O menino pode ser submetido a uma cirurgia nas próximas 48 horas.
Há duas semanas, o menino foi internado em uma unidade hospitalar da periferia de São Luís com problemas de desidratação. Após uma aplicação de soro, as enfermeiras constataram que a agulha havia ficado no pé do menor. Ivanilde Viana, mãe de Leandro, entrou em desespero e o levou a outro hospital para a retirada da agulha.
"O que identificamos aqui é que a agulha se soltou do escalpe que a envolve", explicou a médica Lurdes Amate, chefe do Serviço de Pediatria do Materno-Infantil, terceiro hospital procurado pela família de Leandro. Foi lá que, depois de uma radiografia de corpo inteiro, a agulha foi localizada num vaso próximo ao abdôme. A preocupação e que ela atinja órgãos vitais.
"O problema está no material utilizado onde aplicaram o soro, porque uma agulha não se solta facilmente do escalpe", argumentou Lurdes Amate. Segundo a médica, até hoje o garoto ainda não havia apresentado qualquer sintoma de complicação clínica. Mas os médicos do hospital não descartam a possibilidade de complicações. "Pode haver risco, mas só os próximos exames poderão assegurar alguma coisa".


