Médicos ampliam boicote aos planos de saúde
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quinta-feira, 11 de novembro de 2004
Francismar Lemes<br>Reportagem Local 
Médicos de cirurgia geral e aparelho digestivo, além de gastroenterologistas e anestesiologistas londrinenses decidiram ontem suspender o atendimento por guia a partir da próxima segunda-feira e passam a cobrar as consultas e procedimentos dos usuários de 62 planos de saúde. Mediante recibo, esses clientes devem pedir reembolso dos planos.
Hoje à noite, em Curitiba, deve ser realizada uma reunião com todos os presidentes das Associações Médicas do Paraná e de grupos de Defesa Profissional para uma avaliação do movimento no Estado. Em Londrina, o movimento já dura quase um mês. Os usuários da Unimed, Hospital Evangélico, Hospitalar, Clínica Feminina, Viação Garcia e Linck não foram atingidos pela suspensão.
A categoria reivindica a implantação da Classificação Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). O diretor da Comissão de Defesa Profissional da Associação Médica de Londrina, Weber de Arruda Leite, lembra que há oito anos não há um reajuste na tabela de consultas e procedimentos. Atualmente, os planos pagam R$ 27,30 por uma consulta e propuseram reajuste para R$ 33,60.
Os médicos querem que, pela CBHPM, os planos paguem R$ 50,00 pela consulta. Weber observa que os planos afirmam ser inviável seguir a classificação. ''Será que, quando apresentam as tabelas de custos, colocam os procedimentos médicos? Ter um paciente obrigado a pagar pelo procedimento, tendo plano de saúde, não é justo'', afirma o diretor.
O médico destaca que, seguir a CBHPM, não significa que haverá aumento no valor que os planos pagam aos médicos pelas consultas e procedimentos. ''A preocupação com a reivindicação da classificação não é aumentar o preço, mas trazer para o paciente a oportunidade de contar com novos procedimentos'', avalia Weber.


