Médicos alertam pais sobre câncer infantil
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quarta-feira, 04 de novembro de 2009
Marcela Rocha Mendes<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Pais devem ficar atentos e procurar o médico aos sintomas persistentes de qualquer doença que seus filhos possam apresentar. Isso porque, segundo a coordenadora do setor de pediatria do Hospital Erasto Gaertner, Mara Pianovski, os sinais dos tipos mais frequentes de câncer em crianças e adolescentes são iguais aos de outras doenças. Apesar dos índices de cura terem evoluído positivamente nos últimos anos, o sucesso do tratamento depende diretamente da descoberta precoce.
De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é a doença responsável pelo maior número de mortes de crianças e adolescentes no Brasil. O tema foi debatido no no Congresso Brasileiro de Cancerologia que terminou no sábado, em Curitiba.
Archie Bleyer, do St. Charles Medical Center, no Oregon (EUA), um dos expoentes internacionais no tratamento do câncer do adolescente, afirma que apesar de desenvolverem tipos específicos de câncer e terem necessidades diferentes de tratamento médico e psicológico, os adolescentes são tratados ou como crianças ou como adultos.
Nas crianças, entre 22% e 25% dos casos de câncer são de leucemia. Nos adolescentes também aparecem tumores ósseos. A exceção, no caso do Paraná, é o carcinoma suprarrenal que, por aqui, tem entre 15 e 18 vezes mais incidências do que no restante das estatísticas mundiais. As causas dessa anormalidade ainda não foram descobertas. Pesquisadores já perceberam que a doença estaria relacionada a um gene específico, que pode ser detectado através do teste do pezinho.
Os sintomas de câncer em crianças e adolescentes são palidez, febre, infecções, entre outros. Por isso a importância da avaliação de um pediatra. Um procedimento simples que ajuda a identificar a existência do retinoblastoma, o tumor de olho: tirar uma foto com flash da criança com até 2 anos e observar a aparição de manchas brancas nos olhos. A cura com a preservação da visão da criança depende do diagnótico precoce.


