Médicos advertem sobre bronzeamento artificial
Agência Estado
Do Rio
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) vai propor ao Ministério da Saúde uma lei que obrigue as clínicas de bronzeamento artificial a advertir os clientes de que a exposição aos raios ultra-violeta pode provocar câncer. Seria algo como as inscrições nas carteiras de cigarro e nas propagandas, afirmou coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele, Marcus Malta, após o lançamento da campanha nacional no Rio.
O bronzeamento artificial é considerado pelos dermatologistas tão nocivo quanto a exposição prolongada ao sol. O mais grave é que as pessoas que frequentam essas cabines são as que não conseguem se bronzear na praia ou na piscina, alerta Malta. Elas têm a pele clara e por isso são mais propensas ao câncer de pele.
A SBD estima que todos os anos 100 mil brasileiros desenvolvam algum tipo de câncer de pele. Os dermatologistas vão fazer uma campanha nacional de esclarecimento e prevenção. Equipes de dermatologistas dos hospitais universitários examinaram e orientaram a população gratuitamente. Em São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, a campanha seria realizada ontem. A estimativa é encontrar suspeita de câncer de pele em 5% dos examinados, afirma Malta.
Serão distribuídos ainda folhetos explicando o que é o câncer de pele, o que causa e como pode ser evitado. Os panfletos têm dicas sobre como reconhecer os sinais precoces. O câncer de pele pode ser prevenido porque nós sabemos o que causa o excesso de sol e quem vai ter: pessoas de pele e olhos claros, com tendência a sardas, diz Malta.
A campanha também será direcionada aos médicos de outras especialidades, como pediatras, ginecologista, geriatra, e clínicos gerais, para que identifiquem suspeitas de câncer de pele nos seus pacientes. Cerca de 70% da população vai ao médico pelo menos uma vez ao ano e essa seria a oportunidade para detectar o câncer precocemente, afirmou.





