Curitiba - Os médicos Eldo Ern e Cristina Cerniak, de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, foram soltos ontem à tarde. O casal estava detido no Centro de Triagem, em Curitiba, sob a acusação de cobrar consultas e partos particular de pacientes que eram do Sistema Único de Sa© úde (SUS) há cerca de um mês. Além da dupla cobrança, Ern e Cristina estão sendo ivestigados pelo Ministério Público (MP) por uso indevido do remédio abortivo Cytotec em pacientes que estavam perto de dar à luz. Assim os partos eram induzidos e aconteciam em seus plantões, revertendo o pagamento para eles.
O MP contabilizou 578 receitas de Cytotec com a assinatura dos médicos na Farmácia do Hospital São José, num prazo de quase três anos. O uso desse medicamento não foi registrado nos prontuários médicos das pacientes e nem elas sabiam que estavam sendo medicadas.
O desembargador do Tribunal de Justiça (TJ), Jesus Sarrão, que deferiu o pedido de habeas corpus dos médicos, afirmou que Ern e Cristina não representam ameaça às investigações, uma vez que já estão proibidos de entrar no Hopistal e Maternidade São José dos Pinhais, onde eles trabalhavam. Luciani Regina Martins de Paula, juíza da 1 Vara Criminal de São José que pediu a prisão preventiva dos médicos, argumentou que uma das mães havia recebido ameaças anônimas pelo telefone. Sarrão entendeu que, como o número de onde partiu a ameaça não foi investigado, também não se pode provar que houve mesmo tentativa de coersão.
O advogado dos médicos, Rafael Justus de Brito, informou apenas que ''Ern e Cristina irão responder o processo criminal normalmente até que se prove que são inocentes''.

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