Rio- O médico Joaquim Ribeiro Filho, acusado de desrespeitar a fila de transplantes de fígado no Rio de Janeiro, foi solto ontem, graças a habeas-corpus concedido pela juíza federal Andréa Cunha Esmeraldo, que atua interinamente na 2 Turma Especializada do TRF-2 Região. Apesar de ter revogado em caráter liminar a prisão preventiva de Ribeiro Filho, a juíza impôs condições, como manter o afastamento de suas funções relativas ao cargo de médico cirurgião e professor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. Ele também não poderá realizar nenhum procedimento cirúrgico referente a transplante de fígado.
Ribeiro Filho também teve que assinar um termo no qual se comprometeu a não se comunicar com quaisquer dos co-réus ou testemunhas e manter deles uma distância de pelo menos 500 metros. Além dele, outros quatro membros de sua equipe foram denunciados pelo Ministério Público Federal e respondem a processo por peculato.
Pela liminar, o médico também é obrigado a comparecer a todos os atosprocessuais para os quais for intimado, comunicar ao juízo qualquer mudança de domicílio e requerer autorização judicial sempre que for sair do Estado.

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