Porto Alegre - O Conselho Federal de Medicina homologou decisão tomada pelo Cremers (Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul) e cassou o registro do anestesista Jorge de Oliveira Freitas, que teria abusado sexualmente de uma paciente.
O fato ocorreu no dia 4 de abril de 1997. Segundo o processo, durante uma cirurgia no joelho, o anestesista introduziu seu pênis na boca de uma paciente de cerca de 50 anos.
Outros profissionais que participavam do procedimento cirúrgico não viram a cena. Estavam ocupados com a microcirurgia. A mulher, porém, mesmo estando anestesiada, percebeu o ato.
A paciente, não identificada pelo Cremers, registrou, na época, ocorrência na Delegacia de Polícia e no Cremers. Não houve processo judicial.
O Cremers, após cinco anos de um processo que juntou 334 páginas e ouviu oito testemunhas, cassou o registro do médico. A decisão foi ratificada pelo Conselho Federal de Medicina.

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