Curitiba - O médico Raphael Suss Marques foi preso na manhã de ontem, em seu apartamento, localizado no centro de Curitiba, por policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). É a segunda vez que ele é detido, suspeito de matar a namorada, a fisiculturista Renata Muggiati. O crime aconteceu no dia 12 setembro de 2015. A prisão é preventiva (por tempo indeterminado). Além da detenção, os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência e na clínica do médico.
Segundo a Polícia Civil, o inquérito foi encerrado no mês passado e concluiu que Renata foi morta pelo namorado e depois jogada do 31º andar do prédio em que o casal morava, no centro de Curitiba. O médico foi indiciado pelo crime de homicídio qualificado – em caso de condenação a pena pode chegar a 30 anos. Ontem, ele foi encaminhado para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.
Em 25 de setembro de 2015, Raphael Marques já havia sido preso, mas foi solto no dia 16 de outubro, quando foi divulgado um laudo de necropsia descartando a possibilidade de homicídio. O caso teve uma reviravolta em novembro, quando o exame de exumação apontou que a vítima morreu antes de supostamente ser jogada da janela do prédio. Ela teria sido vítima de asfixia mecânica.
Como o inquérito policial segue em segredo de Justiça, a delegada responsável pelo caso, Ana Cláudia Machado, não revelou à imprensa detalhes das investigações. Segundo ela, o procedimento tem cerca de mil páginas e aponta para o médico como autor do crime . "O inquérito foi concluído. Para nós ficou comprovado o que a suspeita já apontava", afirmou.
O advogado Edson Vieira Abdala, que defende Raphael Marques, classificou a prisão do seu cliente como desnecessária, ilegal, midiática e espetaculosa. Segundo o advogado, não surgiram fatos novos que justificassem a prisão e o médico vinha colaborando com as investigações. Abdala argumentou que até a tarde de ontem não tinha tido acesso ao inquérito para estudar quais medidas poderia tomar.

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