O médico pediatra Idevair Nicolau Ballarotti, de Astorga (40 quilômetros a norte de Maringá), defende a criação de uma lei mais rigorosa para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela urbana. Ele constatou, em pesquisa feita em seu consultório, que as pessoas não adotam medidas preventivas para acabar com o mosquito.
O estudo, que sugere a aplicação de multa aos moradores e o corte de verbas para municípios que não controlarem o foco do mosquito, foi entregue ao deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB/PR), que deve enviar a sugestão ao Ministério da Saúde e à Secretaria de Saúde do Paraná.
Ballarotti sugere multa os donos ou inquilinos de imóveis que mantenham criadouros do mosquito. As prefeituras seriam punidas com a suspensão do repasse de recursos federais ou estaduais. ‘‘Acho que será o único meio de acabar com a doença’’, afirma.
A pesquisa de Ballarotti ouviu 176 pessoas. A maioria (88,63% dos entrevistados) acha que a multa obrigaria o morador a manter a casa livre de criadouros. O trabalho detectou que 40,9% das pessoas ouvidas não olham se existe água parada em casa, e 50% não têm o hábito de trocar a água de vasos.
Mais da metade dos entrevistados confirmam ter problemas com pernilongos em casa e 94,88% acham que uma multa deixaria os moradores mais atentos.
Campiollo informa que, neste ano, foram confirmados dois casos e notificados outros 16.
Em Santa Fé (Noroeste do Estado), foram 400 casos notificados e 49 confirmados desde janeiro. A prefeitura instituiu multa de R$ 50,00 para o morador que não limpar o quintal.(Marcos Zanatta)

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