Médico residente vira doador
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de novembro de 2004
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Dia 5 de novembro, Luiz Fernando Bonaroski, residente em Ortopedia no Hospital de Clínicas (HC), entrou no hospital, como faz sempre, desta vez não como médico mas como doador de medula óssea. A decisão de ser doador aconteceu um ano antes. Ao fazer uma doação de sangue, ficou sabendo da existência da campanha. No mesmo dia, autorizou a retirada de mais 10 mililitros de sangue e passou a fazer parte do cadastro de doadores.
Tempos depois veio a notícia de que o Registro Nacional de Doadores havia localizado um paciente compatível com sua medula. O pré-operatório, segundo ele, exigiu vários exames e, para a doação, ele ficou internado um dia no hospital. A intervenção foi feita com sedação e anestesia peridural. A retirada do líquido é através de agulha de aspiração. No caso dele, foram feitas oito pequenas perfurações na pele para chegar ao osso e retirado quase um litro de medula.
Com base em sua experiência, Bonaroski garante que o processo não é complicado e aconselha as pessoas a fazerem o mesmo. ''Existe muita desinformação. As pessoas têm medo de sentir dor, elas acham que é retirado o líquido de dentro da medula, quando não é nada disso'', diz. A medula óssea é um líquido encontrado nos ossos chatos do corpo humano. Para doar são retirados cerca de 20% do líquido do osso da bacia, que o próprio organismo se encarrega de repor pouco tempo depois. O médico garante que o pós-operatório não é difícil. ''O local fica um pouco dolorido, mas não é nada forte. Fiz a doação na sexta e segunda já estava trabalhando'', conta.


