Médico relaciona conflitos com as doenças
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segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Dividida entre as velhas exigências sociais e seus novos papéis, a mulher brasileira vive conflitos que podem aproximá-la da saúde ou da doença, dependendo da forma como ela os administra. Este é o tema do novo livro do ginecologista Malcolm Montgomery - ''A mulher e seus hormônios... Enfim em paz'', da Integrare Editora. O médico esteve ontem, em Londrina, no shopping Catuaí, ministrando a palestra ''Mulher: suas dores e seus amores'', que originou o livro.
Para Montgomery, a saúde da mulher deve ser vista de forma muito mais abrangente que simplesmente cuidar do corpo. Ele acredita que toda doença adquirida tem uma história, que tem a ver não só com o estilo de vida da mulher, mas também com aspectos religiosos, econômicos, políticos, afetivos. ''Hoje, a mulher quer ser perfeita como mãe, dona de casa, profissional, e aí, pira, mesmo, e vem o estresse e a depressão'', aponta.
Manter atitudes saudáveis perante a vida depende, na opinião do médico, de sensibilizar a mulher. O livro, segundo ele, busca essa sensibilização. E é a partir disso que vem a reflexão e as mudanças de atitutes. ''Toda mulher sabe, por exemplo, que precisa fazer todo ano a mamografia. Mas se ela não tem paixão pela vida, como vai se cuidar?'', questiona.
O livro aborda todas as fases da mulher, desde a infância até a maturidade, incluindo temas controversos, como o uso de implantes para suspender a menstruação e o tratamento hormonal no climatério. ''Não defendo a eliminação da menstruação, mas defendo a mulher sempre. E, hoje, qualquer ginecologista sabe que quanto mais menstruação a mulher tiver, maiores as chances de desenvolver endometriose, causa de infertilidade na mulher jovem, mais chance de TPM (tensão pré-menstrual), e de aparecerem miomas, que podem se transformar em câncer ginecológico'', afirma.


