A palavra de ordem no caso do álcool é mesmo a moderação. ''Na prática não se proíbe o consumo de álcool, mas orienta-se ter moderação e fazer uso esporádico'', afirma o oncologista clínico Clodoaldo Zago Campos, de Londrina. ''Se fala muito da relação do álcool com a direção, e da cirrose, mas dificilmente da relação com o câncer. A maioria das pessoas têm resistência em aceitar essa relação justamente porque não querem parar de beber'', alerta.
O alcoolismo, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), está relacionado a 2% a 4% das mortes por câncer. ''A incidência dos casos é mais alta em homens, com idade acima dos 40 anos. O câncer de pescoço tem alta incidência na população de baixa renda tabagista e etilista'', afirma Campos.
Segundo ele, os tumores na região do pescoço e da cabeça são difíceis de tratar e muitas vezes as cirurgias são mutilantes. ''O de fígado também é difícil de tratar e normalmente não se detecta na fase inicial. E para o transplante do órgão são vários critérios, além da fila'', informa.
O conselho para as pessoas que optarem por beber álcool, segundo informações do Inca, é que limitem o consumo para menos de dois drinques por dia, no caso de homens, e menos de um, no caso das mulheres. O órgão também alerta que mulheres grávidas, crianças e adolescentes não devem ingerir bebida alcóolica. (C.P.)

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