Salvador - Antes de ser encaminhado ontem para o Presídio de Salvador, o psiquiatra Breno Mário Mascarenhas de Castro, 42, disse que pretendia matar mais quatro pessoas, além do próprio pai, o professor aposentado pela faculdade de direito da UFBa (Universidade Federal da Bahia), Auto José de Castro, 78.
Suspenso por tempo indeterminado pela faculdade de filosofia da UFBa, onde era professor de estética, o psiquiatra confessou à delegada Maria Dail que foi o autor dos três tiros que mataram o seu pai, na noite de segunda-feira. ‘‘O meu pai era um tirano, que sempre colocou em dúvida a minha heterossexualidade.’
Segundo a delegada, em nenhum momento do seu depoimento o psiquiatra demonstrou arrependimento pelo crime. ‘‘Ele me disse que tinha uma lista com outros quatro nomes que também seriam assassinados. Dentre eles, um editor que teria se recusado a publicar um livro de sua autoria e uma professora da própria UFBa, que o teria chamado de desequilibrado e impotente.’’ Além de matar o pai, o psiquiatra também acertou dois tiros no mecânico Diógenes Santos Lopes, 28, que acompanhou Auto Castro à casa do filho, na Graça (bairro de classe média alta de Salvador), onde ocorreu o crime.
Atingido no pulmão e no fígado, o mecânico permanecia internado em estado grave, ontem à tarde, no HGE (Hospital Geral do Estado).
Durante as 24 horas em que permaneceu na delegacia, Breno Castro se recusou a tomar os medicamentos prescritos por seu psiquiatra. ‘‘Os policiais que o vigiaram ficaram tensos durante todo o tempo, com medo que ele pudesse sofrer uma crise a qualquer momento’’, disse a delegada Maria Dail.

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