Na capa do livro, ilustração de solário utilizado até a década de 1940 em muitos países para exposição de doentes à insolação visando absorção de vitamina D. O livro relaciona 278 referências científicas sobre eficiência preventiva ou curativa da vitamina D em Covid-19, e 273 indicações sobre seu uso em várias outras doenças

“ O déficit de vitamina D em 50% da população e 80% dos idosos contribuiu para o grande número de casos graves de Covid-19 e sua imensa mortalidade. Níveis normais de vitamina D contribuem para evitar o raquitismo, a osteoporose e várias outras doenças infecciosas, fazendo a imunidade inata evitar ou atenuar doenças autoimunes, autismo, psoríase, vitiligo etc”, afirma o médico londrinense José Luís da Silveira Baldy, que lança nesta terça-feira (25) na sede da Associação Médica de Londrina, à Avenida Harry Prochet 1055, a partir das 19 horas, seu livro "Imunidade Inata: A Grande Negligenciada Durante a Pandemia de Covid-19".

Ele ressalta que “a ausência de medidas efetivas para corrigir a deficiência de vitamina D na população traz consequências negativas semelhantes às do movimento antivacina, internacional e poderoso, que desestimula a aplicação de vacinas de uso consagrado que erradicaram várias doenças. Por isso, o Programa Nacional de Imunizações tem de descartar todo ano milhões de vacinas com prazo vencido, com o que ressurgiram várias doenças, enquanto ocorrem surtos de infecções respiratórias que também poderiam ser evitados com vitamina D”. O médico fala sobre os principais pontos de seu livro:

Solução problemática

“O desconhecimento da rede pública de saúde e dos médicos em geral sobre a eficácia preventiva (e às vezes curativa) da vitamina D, associado à dificuldade de enfrentar a tendência, de grande parte da população, de rejeitar vacinas contra Covid, potencializaram efeitos indesejáveis, e assim a solução que parecia simples, apenas vacinação, tornou-se um grande problema. Isso também me motivou a procurar alternativa para o problema, devidamente amparado por comprovação científica”.

Comprovação científica

“Passei a investigar a potencialização dos efeitos da imunidade inata com níveis adequados (50 a 80 ng/nL) de vitamina D3 no sangue, e seus efeitos na prevenção (e, eventualmente, no tratamento) da Covid-19. Durante toda a pandemia, estudei e analisei todas as propostas com base científica para o tratamento e a prevenção dessa doença. Já no primeiro semestre de 2020, concluí que a alternativa mais adequada era promover a prevenção por meio do Protocolo Preventivo da Covid-19, incluído no livro, que preparei e indiquei, com ótimos resultados, a clientes e amigos e outras pessoas que me procuraram. Essa proposta fundamentou-se em informações obtidas em publicações da literatura médica, incluídas nas 278 referências bibliográficas que constam do livro. Uma das publicações que me causou portentoso impacto foi o livro dos ingleses David C. Anderson e David S. Grimes, publicado em 2020 com o título “Vitamin D deficiency and Covid-19” – Its central role in the world pandemic” (Tennison Publishing) , no qual, além da riqueza de ensinamentos, informaram-me do já prevalente e portentoso ceticismo e negligência de autoridades médicas responsáveis pela gestão da saúde pública no Reino Unido.”

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Versões e fatos

“Assim, vi que o duelo de narrativas, movido pela polarização ideológica, cega muitos e confunde outros. Por isso, foram noticiadas previsões que os fatos desmentiriam sobre as consequências da Covid-19, tal como, por exemplo, a de que haveria “um grande desastre”, provocando gigantesca mortandade, quando a pandemia chegasse às favelas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Mas o que se viu foi o contrário, como demonstro no livro, no capítulo “Observações pessoais e conclusões”.

Teste local

“Considerando que idosos são a parte da população mais suscetível e vulnerável à mortalidade pela Covid-19, resolvi promover testagem local dos efeitos da vitamina D", explicou o medico, contando com o apoio de uma rede de laboratórios e de uma farmácia. "Foi feita dosagem de vitamina D3 no sangue de 97 idosos internados no Asilo São Vicente de Paulo, em Londrina, onde quase todos estavam com deficiência disso. Em seguida, a vitamina foi administrada por via oral de agosto de 2020 a setembro de 2021, sob supervisão médica. E, nesse período, ocorreu apenas um óbito entre os 97 idosos, enquanto a taxa de letalidade por Covid-19 , em asilos de idosos, era invariavelmente superior a 20%. Essa avaliação reforçou a percepção de que a suplementação adequada com vitamina-D3, sob supervisão médica, tem efeito protetor em relação à incidência de formas graves da Covid-19 e sua taxa de letalidade dessa doença.”

O que fazer?

“Em seguida, procuramos gestores de saúde pública de Londrina e do Paraná, propondo o uso do “Protocolo Profilático da Covid-19”, que consta do livro, mas todos os contatos foram frustrantes, não merecendo acolhida, e isso justifica o subtítulo do livro: “Injustificável menosprezo à homeostase da vitamina D3.

“Agora esperamos que o livro, e sua repercussão na imprensa, promovam alterações nos protocolos médicos e nos programas da rede pública de saúde. Persistir nos enganos sempre custa muito mais do que promover os acertos. E isso faz lembrar uma das máximas do Marquês de Maricá: “Ousar, em inúmeros casos, é alcançar”.

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