Arapongas - Dois dos três profissionais do Programa Mais Médicos, do governo federal, destinados a Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) já começaram a trabalhar. Eles foram apresentados à comunidade no dia 18 de setembro e precisaram aguardar 14 dias até a liberação do registro no Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR).
Segundo Alcides Livrari Junior, secretário de saúde do município, os registros do argentino Nicolas Mariano Antonini e da brasileira Talita Weiss Frederico foram expedidos no dia 2 de outubro e no dia seguinte os profissionais assumiram seus postos, respectivamente na UBS-Baroneza e UBS-São Bento.
Porém, ainda não há previsão para que o boliviano Ivan Erick Choque Caspa comece a atuar, pois ele ainda não recebeu o registro no Conselho. Segundo o município, o nome do profissional consta no sistema do Programa e todos os documentos foram apresentados ao Ministério da Saúde (MS). "Na semana passada entrei em contato com o Ministério da Saúde, a quem nos reportamos, para saber o que está ocorrendo, mas ainda não tivemos resposta. Não entramos em contato diretamente com o CRM-PR, o município se reporta apenas ao MS", explicou.
Segundo ele, até já foi determinado o local de trabalho do médico, a Unidade Básica de Saúde do Jardim Petrópolis. "Enquanto aguarda o registro, o doutor Ivan está participando de reuniões na prefeitura, com enfermeiros, farmacêuticos, aprimorando seus conhecimentos. As atividades como médico somente serão realizadas após o devido registro", disse.
Através de sua assessoria de imprensa, o CRM-PR informou que ainda não recebeu os documentos de Ivan, que devem ser enviados pelo MS. Após esse recebimento o Conselho tem até 15 dias para analisar a documentação e caso esteja tudo correto, emitir o boleto bancário e liberar o registro.
Haroldo Ferreira, referência estadual do Ministério da Saúde no Paraná para o Programa Mais Médicos, informou que a situação do profissional no País é regular e que iria conferir o que teria acontecido com a documentação. "Tudo é encaminhado diretamente de Brasília para o CRM de cada Estado", justificou.

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