Médico é morto a facadas durante assalto em Santos
Agência Folha
De Santos
O médico ortopedista Dario Vitorio Paolozzi, 47, foi assassinado na noite de anteontem durante um assalto à casa onde morava em Mongaguá (a 99 km de São Paulo, no litoral sul do Estado). Às 20h40, dois homens invadiram a casa, no bairro Vila Atlântica (região da orla), e dominaram o médico e sua noiva, Silvana Tognetti, 45. Os dois foram amordaçados com fita do tipo crepe, tiveram a cabeça coberta com capuzes e receberam vários golpes de faca.
Dario Paolozzi, que também era sócio-proprietário de uma clínica na cidade vizinha de Itanhaém, teve a traquéia perfurada e morreu. Silvana Tognetti sobreviveu supostamente porque teria se fingido de morta, o que a livrou de sofrer mais golpes.
Dario e Silvana foram levados para o Hospital de Mongaguá, mas o médico Paolozzi, que também recebeu facadas nas costas, não resistiu aos ferimentos. A mulher, atingida no pescoço, foi submetida a uma cirurgia e posteriormente transferida para o hospital Albert Einstein, em São Paulo. Por esse motivo, ela ainda não foi ouvida pela polícia.
Depois que os assaltantes foram embora, Silvana Tognetti gritou por socorro e recebeu o auxílio de um vizinho. Os ladrões levaram quatro folhas de cheque, que haviam obrigado o médico a assinar, e um par de alianças do casal.
O delegado titular de Mongaguá, Orlando Augusto de Souza, disse que a polícia já tem pistas dos autores do crime porque duas pessoas, com características físicas semelhantes às dos supostos criminosos, tentaram descontar os cheques ontem à tarde em uma agência bancária de Santos (SP).
Segundo o delegado, um dos funcionários do banco, que conhecia o médico, desconfiou e pediu as carteiras de identidade.
Como o funcionário demorou a retornar, os dois foram embora e deixaram os documentos no banco. Ontem, uma equipe da Delegacia de Mongaguá estava em Santos tentando localizar os dois homens. Até as 17 horas, eles não tinham sido presos.
Quadrilha Quatro homens, apontados como membros de uma quadrilha de 15 pessoas especializada em resgatar presos de distritos policiais, foram detidos no início da noite de anteontem em uma casa no bairro de Artur Alvim, na zona leste.
Com o grupo, os policiais encontraram uma metralhadora, um fuzil AR-15, um escopeta calibre 12, uma pistola e 100 quilos de munição. Agora a polícia procura os outros integrantes do grupo.





