Médico é indiciado em Sorocaba
Epitácio Pessoa/AEIndiciadoO médico Leandro de Oliveira Pinho (d) é acompanhado por seu advogado ao chegar ao 3º DPWagner Oliveira
Agência Folha
O médico Leandro Oliveira Pinho, 27 anos, foi indiciado ontem em inquérito policial sob acusação de ter ateado fogo no estudante de medicina da PUC de Sorocaba (87 km a oeste de São Paulo) Rodrigo Favoretto Ca¤as Piccini, 19 anos.
O delegado do 3º Distrito Policial, Celso Araújo, anunciou a decisão de indiciar o médico antes mesmo de ouvir o depoimento de Pinho, que compareceu ao interrogatório policial ontem à tarde. Tenho provas testemunhais e circunstanciais suficientes para indiciá-lo por tentativa de homicídio por dolo eventual, afirmou Araújo, que enquadrou o médico nos artigos 121 e 14 do Código Penal. A pena para estes casos pode variar de 4 a 10 anos de reclusão.
Segundo o delegado, o médico assumiu o risco de provocar queimaduras no estudante ao acender o isqueiro, por isso, há o dolo eventual. Até pelos seus conhecimentos de médico, ele sabia o que seu ato poderia causar,
afirmou.
O delegado decidiu também indiciar os estudantes Marcelo Tiezzi, 23 anos, o Igor, e Rodrigo Martinelli, 24 anos, o Boi, no inquérito por periclitação à vida - pôr a vida de alguém em risco.
O médico, Igor e Boi estavam na Maratoma, festa de universitários realizada semana passada em Sorocaba, que consistia em fazer com que os participantes ingerissem o maior número de bebida alcoólica em um percurso pelas repúblicas em que moram alunos de medicina.
O estudante Martinelli é acusado de ter jogado o álcool. Sob o médico, recai a acusação de ter acendido o isqueiro que provocou o fogo na pele de Piccini, que anteontem sofreu cirurgia para retirada da pele queimada. O médico foi xingado por parentes do estudante assim que chegou ao DP para o depoimento.
O dentista Mário Ca¤as Piccini, pai do estudante queimado, disse que o filho deve passar por pelo menos outras quatro cirurgias para correção da pele queimada pelo fogo.
O Conselho Regional de Medicina (CRM) de Sorocaba deve convocar o médico para depor sobre o caso, já que os pais do estudante registraram queixa no CRM contra a atitude de Pinho.





