Preston, 31 (AE-AP) - Um médico condenado nesta segunda-feira (31) pelo assassinato de 15 pacientes do sexo feminino está entre os mais engenhosos assassinos seriais dos tempos modernos. Investigadores dizem que ele pode ter assassinado outras dezenas de pacientes.
Harold Shipman, que adulterou os registros médicos de sua clínica no norte da Inglaterra para encobrir seus crimes, foi considerado culpado por injetar doses letais de heroína em mulheres idosas e de meia-idade entre março de 1995 e julho de 1998.
Shipman também foi condenado por forjar o testamento de 386.000 libras (cerca de US$ 620.000) de sua última vítima, Kathleen Grundy, de 81 anos.
O juiz Thayne Forbes sentenciou Shipman a 15 prisões perpétuas - máxima punição na Grã-Bretanha, onde não há pena de morte. Ele ainda foi condenado a quatro anos de prisão por forjar o testamento.
"Você é um doente, um homem doente", disse o juiz ao médico, que permaneceu indiferente.
"Tenho dúvidas de que alguma de suas vítimas sorriu ou agradeceu a você enquanto eram submetidas a suas práticas medonhas", acrescentou o juiz.
Shipman, de 54 anos, entra para a história do crime na Grã-Bretanha ao lado de outros assassinos notórios, como o Estripador de Yorkshire, condenado em 1981 por matar 13 mulheres e tentar assassinar outras sete.
O coronel John Pollard, de South Manchester, disse que a polícia investiga a morte de mais de 136 pacientes de Shipman. Notícias divulgadas pela imprensa dão conta de que mais 23 acusações de assassinato podem ser impetradas.

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