Médico é acusado de agredir mulheres durante o parto
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Alfredo Mergulhão<br> Agência Estado 
Rio - Um médico da rede pública municipal do Rio de Janeiro é investigado por suspeita de praticar atos violentos contra mulheres durante procedimentos de parto, no Hospital Miguel Couto, na Gávea. Pelo menos sete vítimas denunciaram o profissional por agressão à 14ª Delegacia de Polícia do Rio, que investiga o caso.
As mulheres relataram agressões físicas e verbais. Uma delas contou que ganhava tapas na cara toda vez que gritava na sala de parto. Ela acusa o médico de ter colocado gaze dentro de sua boca para abafar os gritos.
Outra vítima afirma que foi chamada de vagabunda. Segundo a denúncia, o médico questionou, em tom irônico, o porquê de a mulher gritar naquele momento, já que ela tinha gostado na hora de fazer o bebê. Ela perdeu o bebê após o parto.
A Secretaria Municipal de Saúde instaurou uma sindicância para apurar o caso. O médico foi afastado do hospital. A Polícia Civil também apura a morte de um recém-nascido.


