Os médicos que pela segunda vez vão operar Émerson Fittipaldi não pretendem recomendar que ele pare de correr. ‘‘Esta é uma decisão que tem de vir do coração dele’’, disse o cirurgião Barth Green. ‘‘Mas acho que ele vai levar muito em consideração este novo acidente.’
Depois da primeira operação o piloto não recuperou totalmente a força da mão direita. Após a cirurgia de hoje, provavelmente terá dificuldade de caminhar e sentirá fraqueza na perna esquerda por algum tempo. As limitações físicas, aliadas ao risco que um novo acidente num carro e à pressão da família para que se aposente poderão fazer Émerson amadurecer a idéia de abandonar as pistas.
Com duas placas de metal na coluna, o piloto poderia ter a espinha rompida no caso de um choque a mais de 350 km/h com intensidade de mais de cem gravidades, como aconteceu no circuito oval de Michigan.
‘‘É muito difícil pedir a ele que fique quieto’’, brincou Green. ‘‘Émerson sempre teve uma vida ativa e é provável que daqui a seis meses retome os seus hobbies.’

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