Médico diz que não há restrição para Covas fazer política
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quinta-feira, 13 de maio de 1999
Por Jô Pasquatto 
São Paulo, 14 (AE) - O desejo das lideranças do PSDB de ter o governador de São Paulo, Mário Covas, na presidência nacional do partido e, em 2002, candidato à sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso, não enfrenta restrições médicas.
Segundo um dos integrantes da equipe médica que cuida de Covas
o urologista Sami Arap, é excelente o estado geral da saúde do governador, que, em dezembro, foi submetido a uma cirurgia para remover um câncer na bexiga.
"Ele tem energia, gosta de participar de tudo e depende da vontade dele exercer funções política e social", disse Arap. Para o urologista, não haveria nenhuma restrição nem quanto ao ritmo intenso de uma campanha eleitoral para a Presidência da República. "Como o governador estará daqui a dois ou três anos é futurologia; poderá estar melhor do que qualquer um de nós." Além disso, avalia Arap, Covas tem um bom conhecimento sobre os problemas de saúde.
O perfil clínico de Covas - diabético, cardíaco e portador de uma "neobexiga" de intestino, resultado da cirurgia que removeu o órgão após a descoberta do tumor - não é empecilho, afirma Arap. "Ele não tem de se submeter a nenhum tratamento rigoroso; não tem sintoma de nada; de fundamental, ele precisa manter um controle médico periódico", disse. Além disso, Covas foi dispensado da última etapa do tratamento preventivo de quimioterapia, no qual não foram identificados novos focos de câncer.
"Ele controla muito bem o diabetes, acompanha as funções cardíacas anualmente e está assintomático no momento; quanto à função renal, a neobexiga, embora maravilhosa, exigirá uma avaliação semestral", disse Arap. "O resto está nas mãos de Deus." Apesar dos repetidos apelos tucanos e do aval médico positivo, Covas recusa a presidência nacional do partido e rejeita discutir a indicação do próprio nome e de outros para disputar a Presidência da República.
Hoje, pouco antes de viajar para Brasília, onde participará da Convenção Nacional do PSDB que elegerá a nova executiva do partido, Covas voltou a criticar a antecipação do debate eleitoral. "Chamo a atenção para a inconveniência de discutir esse tema agora porque o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso começou há quatro meses e esse assunto passaria a dominar a discussão política", disse Covas.


