Apesar de pouco diagnosticado, a constipação intestinal é um mal ‘‘democraticamente distribuído’’. ‘‘Atinge qualquer classe social e idade’’, afirma o gastroenterologista pediátrico Alfredo Zepeda Wills. No consultório, a estimativa é que 30% das crianças apresentem o problema.
O médico ressalta que ainda não foi comprovado, mas há indícios que pessoas com constipação intestinal são mais sujeitas a ter câncer no intestino grosso.
Resolver não é fácil, principalmente por conta da tendência familiar: ‘‘Às vezes, a criança pode ter uma alimentação correta e ser constipada, porque tem o intestino preguiçoso’’. Mas é possível adequar a alimentação para tentar minimizar o desconforto.
Para quem sofre com constipação, leite e queijo são ‘‘venenos’’. Isto porque o cálcio do leite ajuda a formar fezes endurecidas. ‘‘E ‘tira a fome’ da criança para outros alimentos importantes, principalmente se tiver achocolatado’’, alerta o médico.
A ingestão de água e de alimentos ricos em fibras também são fatores que ajudam a evitar a constipação. Mas não adianta só um ou outro: o que retém a água é a fibra, e é a fibra que ajuda a formar o bolo fecal. ‘‘Mas as crianças tomam muito suco e refrigerante, não água’’.
A prevenção pode começar desde que o bebê nasce. O pediatra explica que o leite materno é a alimentação ideal e protege da constipação. ‘‘Quanto mais cedo a transição entre o leite materno e a fórmula infantil ou o leite de vaca, maior o problema’’, ressalta. (C.P.)

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