Médico dependente terá tratamento
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terça-feira, 30 de abril de 2002
Agência Folha 
São Paulo - A partir de agora, médicos dependentes de drogas e álcool serão vistos como alguém que precisa de ajuda e tratamento. Na segunda-feira, o CRM de São Paulo e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) inauguram a Rede Estadual de Apoio a Médicos Dependentes Químicos. Profissionais e familiares terão acesso a um serviço telefônico 24 horas por dia. Uma equipe de 20 psiquiatras e dez serviços especializados estarão à disposição.
A necessidade dessa rede surgiu de uma pesquisa realizada pela mesma parceria Unifesp-CRM com 206 médicos dependentes. A pesquisa revelou que 84,5% deles já tinham tido problemas na profissão, quase 70% relataram problemas no casamento, 62% já tinham sido internados, 41% disseram ter sofrido ou provocado acidente de carro e quase 30% já tinham perdido um emprego.
Outras pesquisas já haviam apontado o médico como um dos profissionais mais estressados e que mais demoram para procurar ajuda. O acesso livre a medicamentos controlados como barbitúricos e opióides só aumenta o risco do uso e da dependência.


