Médico defende coquetel no início da terapia
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de agosto de 1997
Agência Folha São Paulo 
O coquetel de drogas anti-Aids deve ser usado imediatamente após o portador do vírus descobrir que tem o HIV - mesmo que não apresente sintomas da doença e que suas células de defesa estejam em um nível considerado normal. A defesa dessa terapia - contestada pela maioria dos infectologistas brasileiros - é feita por Paul Volberding, diretor do centro de Aids do Hospital de São Francisco (Califórnia, EUA), que veio ao Brasil para uma conferência sobre terapias anti-HIV.
Segundo Volberding, cerca de 75% dos portadores do vírus da Aids assintomáticos tratados com o coquetel continuam sem apresentar os sintomas da doença. Apesar de ainda não haver pesquisas que provem isso, parece óbvio que evitar que o vírus HIV se desenvolva quando a quantidade dele ainda é pequena no organismo é mais fácil do que o contrário, disse. Outro argumento desses médicos é que o uso precoce da medicação pode elevar a resistência aos remédios. Volberding não nega que há esse risco. Mas sabemos tão pouco do resultado do tratamento comum como dos benefícios de um tratamento precoce.


