Edição atual da revista americana Injury Prevention revela que os acidentes de trânsito provocam 400 vezes mais mortes nos países em desenvolvimento do que os ataques terroristas. Em 2001, nos Estados Unidos, a cada 26 dias morria nas estradas o mesmo número de pessoas vitimadas em 11 de Setembro.
Às vésperas das férias de fim de ano, médicos socorristas alertam a população para um socorro adequado em caso de acidente. ''O impacto de um acidente de carro, quando a vítima bate a cabeça no pára-brisa ou nas laterais, não deve ser menosprezado'', diz o radiologista Fábio Silva, da URP Diagnósticos Médicos, de São Paulo.
De acordo com o médico, geralmente o atendimento recebido no pronto-socorro é superficial, se limitando a algumas radiografias simples do crânio, na tentativa de se diagnosticar fraturas. ''Esses procedimentos são insuficientes. Pode haver lesões vasculares na superfície do cérebro, originando hematomas potencialmente graves. Há fraturas que não são visíveis em raio-X e que podem desencadear sangramentos no interior do cérebro'', avisa.
Pancadas fortes, quedas e acidentes automobilísticos que lesionam a cabeça requerem que o paciente passe por uma investigação detalhada através de tomografia computadorizada e ressonância magnética.
''Os achados desses exames podem revelar desde fraturas ósseas, hemorragias intra e extracraniana, até alterações mais raras, como existência de ar na caixa craniana (pneumoencéfalo), ou outras patologias como aneurisma cerebral. Daí a importância de submeter o paciente a uma ressonância magnética após bater fortemente a cabeça'', afirma Silva.

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