Viena, Austria, 21 (AE-AP) - O julgamento de um médico de 84 anos acusado da morte de dez crianças em uma clínica dirigida por nazistas foi suspenso indefinidamente hoje depois de um psiquiatra declarar que o réu estava sofrendo de demência crescente.
O doutor Heinrich Gross, foi a julgamento ontem em uma corte de Viena pela terceira vez em um caso derivado das mortes de milhares de crianças mortas pelos nazistas porque eram deficientes físicas, mentais ou de alguma forma ineptas para a visão de Adolf Hitler de um mundo perfeito.
Depois de meia hora de sessão, o juiz Karlheinz Seewald suspendeu os procedimentos indefinidamente depois que um psiquiatra apontado pela corte, Dr. Reinard Haller, testemunhar que a demência de Gross tinha piorado desde a realização de outros dois exames em 1998. Haller disse que o estado mental de Gross era similar ao das pessoas nos estágios iniciais do mal de Alzheimer.
"Não houve sinal de atividade espontânea, nenhum sinal de habilidade detalhada para lembrar", disse Haller sobre o último exame de Gross na semana passada.
Na sua decisão, Seewald disse que "apenas a presença física não é suficiente" para que o réu seja julgado, sugerindo que Gross era mentalmente incapaz de se defender.
Seewald ordenou outros exames dentro dos próximos seis meses, deixando em aberto a possibilidade de que o julgamento seja retomado. Baseado na avaliação de psiquiatras, parece improvável que ele seja julgado, porque a demência piora com a idade.
O advogado de acusação reconheceu que a decisão de hoje provavelmente significava um fim aos procedimentos legais contra Gross.

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