O ginecologista José Lino Coutinho, 58 anos, teve seu registro profissional cassado ontem em julgamento realizado pelo Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio). Coutinho era acusado de acompanhar sessões de tortura, durante o regime militar (1964-85), para determinar os limites de resistência dos presos. Para que a cassação se torne efetiva, é preciso que seja referendada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina). Até que isso aconteça, Coutinho poderá continuar exercendo a profissão. Caso o CFM confirme a decisão do Cremerj, Coutinho ainda poderá recorrer à Justiça comum.

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