Medicina estética na mira de entidades
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de agosto de 2008
Agência Graffo 
Durante o 5º Congresso Mundial de Medicina Estética, realizado em São Conrado, o cirurgião plástico Ivo Pitanguy criticou o que chamou de ''imposição do marketing da beleza'' e fez um alerta sobre a banalização das cirurgias plásticas, apontando este como uma lado negativo do crescimento dos procedimentos estéticos no mundo.
O médico também alertou durante o evento sobre a necessidade de especialização do médico que atua na área. E a preocupação com o tema não parou por aí. Recentemente, entidades da área reforçaram os alertas sobre a medicina estética.
O Conselho Federal de Medicina, a Associação Médica Brasileira (AMB), as maiores entidades médicas do país, e o Ministério da Educação (MEC), responsável por fiscalizar os cursos de medicina, emitiram um comunicado informando que não existe especialista em estética. Esse documento foi enviado para médicos de todo o país. Sendo assim, os profissionais que se dizem ''especialistas em medicina estética'' estão cometendo uma grave infração ética, segundo essas entidades.
Além de apoiarem o comunicado, os cirurgiões plásticos informam que pacientes que se submetem a operações com médicos não especializados estão correndo risco de vida. Por isso, antes de escolher o profissional para realizar qualquer procedimento, vale a pena se certificar de que ele realmente pode exercer a função. Pesquise na internet, no próprio site do profissional, procure a AMB, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (www.cirurgiaplastica.org.br ou pelo telefone (11) 3044-0000) e converse com ex-pacientes que realizaram o mesmo procedimento. E lembre-se: dermatologistas e ginecologistas não são treinados para cirurgia plástica.
Fonte: ISAPS, Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica


