Medicina da USP terá centro de direitos humanos
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quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Folhapress 
São Paulo - A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) anunciou nesta quarta-feira a criação de um centro de defesa de direitos humanos para apurar denúncias e punir eventuais casos de abuso e violência sexual ocorridos dentro da instituição.
A medida ocorre um dia após alunas da faculdade relatarem publicamente, em audiência pública na Assembleia Legislativa, os estupros que supostamente sofreram em festas promovidas pela Atlética da FMUSP.
O centro irá prestar assistência jurídica, psicológica e de saúde para alunos que se sentirem vítimas "de qualquer tipo de violação". O espaço também funcionará como uma espécie de ouvidoria dentro da faculdade e contará com o apoio da diretoria da faculdade, professores e especialistas.
A previsão é que o núcleo comece a atuar em até 40 dias. As denúncias poderão ser feitas de forma anônima. Segundo a faculdade, a ideia é combater "casos de homofobia, racismo ou qualquer tipo de abuso que possa ocorrer dentro da instituição". Também estão programadas palestras e workshops sobre direitos humanos.


