Médicas começam trabalhar hoje nas unidades de saúde
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terça-feira, 03 de setembro de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Londrina - A partir de hoje, quatro profissionais assumem seus postos em Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Londrina, pelo Programa Mais Médicos (PMM). Durante o dia de ontem, as médicas foram acolhidas e receberam orientações na Vila da Saúde. Cada uma irá atuar nas UBS do Conjunto Aquiles Stenghel e Chef Newton/Paraty (zona norte), do Panissa/Maracanã (oeste) e do Jardim União da Vitória (sul). O critério de escolha levou em conta, segundo Tatiane Almeida do Carmo, diretora de Atenção Primária da Vila da Saúde, "a unidade com maior vulnerabilidade social e epidemiológica".
Até segunda-feira, prazo estipulado pelo Ministério da Saúde para apresentação dos profissionais, eram esperados seis médicos para o município. Porém, apenas quatro vagas foram preenchidas. "Ainda não temos informações se o Ministério vai abrir um novo processo seletivo para lotar essas duas vagas remanescentes", disse Tatiane.
Na UBS Chef Newton/Paraty, que atende 14 bairros da região, incluindo a população do Residencial Vista Bela, a notícia foi recebida com alívio. "É visível que está precisando de mais médicos, principalmente especialistas", comentou a vendedora Márcia Aparecida Rodrigues. Para a secretária Anacarla de Souza, moradora do Vista Bela, "a notícia é animadora". "Tem dias que chego aqui e vou embora porque não aguento esperar."
Novidade
As quatro médicas revelaram a preferência por trabalhar em Londrina pelos vínculos familiares. "Meu noivo mora aqui e já tinha a pretensão de vir para cá", contou Mariana Trindade, de 28 anos. Nascida em Presidente Prudente (SP), ela se graduou na Universidade do Oeste Paulista (Unioeste) e atuou na rede pública de saúde de Maringá.
Débora Bolonhesi, de 31 anos, é natural de Sertanópolis (Região Metropolitana de Londrina), estudou Medicina na Universidade de Brasília (DF) e tem familiares em Londrina. "A gente não consegue curar apenas com as mãos, faltam investimentos do governo na área. Minha maior preocupação é com o que vou encontrar pela frente em termos de infraestrutura", declarou.
Apesar da médica Poliana Carmuça, de 27 anos, ser de Porto Velho (RO), Londrina não é uma novidade. "No quinto e sexto anos da graduação fiz optativas no HU em Pronto-Socorro e Clínica Médica, além disso tenho um irmão que faz faculdade aqui. Já estava nos meus planos mudar para esta cidade", comentou a recém-formada, que viu no PMM a oportunidade de adquirir experiência dentro do Programa Saúde da Família (PSF).
Quem também veio de muito longe é Grace M. De Souza Negrão Ferreira, de 32 anos. Nascida em Rio Branco, no Acre, veio morar em Sertanópolis em 2010, onde já atuava em uma UBS. "Meu marido é médico e trabalha em Londrina. Faz um mês e meio que me mudei para cá, mas confesso que não esperava ser chamada tão rapidamente", contou.
As profissionais receberão mensalmente uma bolsa-salário no valor de R$ 10 mil, pagos pelo Ministério da Saúde, e uma ajuda de custo de cerca de R$ 1,5 mil para o auxílio moradia e alimentação, custeados pela prefeitura.
Cubanos
Parcela de 90% dos profissionais de saúde de Cuba, recrutados para participar do PMM, anunciada ontem, seguirá para o Norte e o Nordeste - serão 364 profissionais. Na Região Norte, eles trabalharão em 69 cidades e 12 distritos indígenas. Na Região Nordeste, serão atendidos 105 municípios e um distrito indígena. A parcela restante de 36 médicos cubanos deste primeiro grupo trabalhará em áreas carentes em 26 cidades da Região Sudeste e em seis do Sul. (Com Agência Estado)


