Medicamentos podem subir até 5,85%
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segunda-feira, 19 de março de 2012
Vítor Ogawa <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos publicou ontem uma resolução no Diário Oficial da União autorizando o aumento de até 5,85% no preço dos medicamentos vendidos em todo o Brasil. O percentual de reajustes autorizados são definidos pela categoria de remédios e atingirá 13.782 medicamentos. Outros 8.840 não sofrerão reajuste de valores.
Segundo a resolução, aqueles medicamentos cujo o faturamento com a venda de genéricos seja igual ou superior a 20% podem reajustar os preços em até 5,85%. Já a categoria de remédios com faturamento de genéricos entre 15% e 19% podem reajustar seus preços até 2,8%.
Pela resolução, cerca de 12.499 medicamentos, como o omeprazol (gastrite e úlcera) e a amoxilina (antibiótico para infecções urinárias e respiratórias), poderão ter seus preços aumentados em 5,85%. Outros 1.283 medicamentos, como a lidocaína (anestésico local) e a risperidona (antipsicótico), poderão ter aumento de 2,80%.
Quem precisa de remédios com frequência não poupou críticas à decisão do órgão interministerial. Para o auxiliar de serviços gerais Carlos Yanai, o aumento terá um peso significativo em seu orçamento. Ele tem hérnia de disco e gasta cerca de R$ 300 por mês com medicamentos para a dor. ''Eu ganho um salário mínimo e qualquer aumento no medicamento pesa bastante para mim'', reclamou.
O mecânico José de Arimatéia Saraiva lembra que os salários não aumentaram na mesma proporção em que os medicamentos são reajustados ao longo dos anos. ''Nós não temos ganhos suficientes para suportar esses aumentos'', afirmou. Ele ressalta que o poder de compra dos salários está tendo uma redução por conta desse e de outros reajustes. O serralheiro Willian Augusto da Silva concorda e afirma que se essa escalada de aumentos continuar, a alternativa será recorrer aos ''remédios da vovó'', como chás e ervas. ''Eu acho um absurdo esses aumentos, pois já está tudo muito caro.''
Outros 8.840 medicamentos - como a ritalina (tratamento do deficit de atenção) - tiveram as autorizações para o reajuste preços negadas. Essa categoria não sofreu reajustes devido à alta produtividade da indústria em 2011, impulsionada pelas compras governamentais.
O cálculo para o reajuste anual de preço dos medicamentos é feito com base no índice de inflação, na produtividade e no fator de preços relativos intra-setor e entre setores.(Com Agências)



