Medicamentos falsos
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de agosto de 1998
Adriana Ribeiro 
A lista de medicamentos que tiveram lotes falsificados no País está maior. Segundo o Ministério da Saúde (MS), seis novos nomes foram incluídos no material, que já soma 75. O material é atualizado semanalmente, a partir de informações das indústrias farmacêuticas.
Os nomes dos últimos medicamentos incluídos na listagem são:
1. Bufferin 500 mg de lote 118360 -o medicamento deste lote apresenta-se em cápsulas, quando na verdade ele é produzido em forma de comprimidos, pelo Laboratório Bristol Myers Squibb Brasil S/A. As cápsulas não possuem o princípio ativo Ácido Acetil Salicílico.
2. Capoten lotes 120677 e 120676 -Foram produzidos originalmente como amostras grátis, pelo Laboratório Bristol Myers Squibb Brasil S/A. Mas os falsificados trazem a expressão amostra grátis apagada da embalagem.
3. Despacilina 400.000UI lote EM6107 - O produto não traz o princípio ativo. A idetificação pode ser feita pela ampola de vidro com tampa de borracha, que traz a inscrição Prodotti. No rótulo consta o número EM6107. O laboratório responsável pelo produto original é o Bristol Myers Squibb Brasil S/A.
4. Proflam comprimidos de 100 mg lotes 119490, 122168 e 12602 -Foi retirada da embalagem a inscrição em vermelho amostra grátis, provavelmente com solvente. Foi apagado também parte do nome do Laboratório Bristol Myers Squibb Brasil, restando apenas as duas últimas palavras.
5. Novalgina lote N184 traz a rotulagem teor de princípio ativo abaixo do declarado. É produzido originalmente pelo Hoeschst do Brasil. Já o lote B115, do Laboratório Hoechst Marion Roussel, traz na embalagem a descrição: Farm. bioq. resp: Bernard A. Herbert - CRF-SP, nº 16.237 - Fabricado por Hoeschst do Brasil Química e Farmacêutica S/A, CGC 61.150.397/002640, Gráfica Magistral.
6. Xilocaína 2% sem vasoconstritor, do lote N046 o rótulo não possui cantos arredondados e dimensões irregulares, gravação de número do lote, as datas de fabricação e vencimento não foram feitas através de impressora de jato de tinta, e a tampa de proteção plástica cinza traz a coloração diferente. Já o de lote 023 traz alterações na rotulagem, código de barras e no tamanho e formato das letras. Os dois medicamentos são de responsabilidade o Laboratório Astra Brasil,
Quem tem acesso à rede Internet pode conferir a lista com o nome dos medicamentos falsificados no Brasil através do site da Secretaria da Saúde do Paraná. As informações podem ser acessadas pelos endereços http://www.saude.pr.gov.br ou http://www.pr.gov.br/redecidadao.


