Ainda este mês, o preço dos remédios deve subir. Depois do novo reajuste, os preços ficam congelados até dezembro. Segundo cálculos da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), baseados na fórmula prevista em lei, o reajuste ficará em torno de 7%, em média. O valor exato do aumento será estipulado pela Câmara Setorial de Medicamentos.
A política de controle de preço dos medicamentos para este ano segue o mesmo cálculo de 2001, uma fórmula matemática estabelecida em lei. Só mudam os valores das variáveis – como flutuação do dólar, alteração dos custos de produção e aumento de preços de matéria-prima – que entram na composição dessa fórmula. Em novembro, por causa da desvalorização do real em relação ao dólar, o governo antecipou aos laboratórios um reajuste de 4%.
Segundo Ciro Mortella, presidente da Abifarma, o reajuste permitido pelo governo só serve para recompor os custos da indústria. ‘‘A lucratividade fica de fora desse cálculo.’’

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